.Filosofias e Terapias.

Abrindo as janelas do meu peito...

15:59

Invencibilidade da esperança...

Postado por Pedro Martinez |

O que seria da impossibilidade não fosse a esperança? Mesmo que vindas de poucas, ou quase nenhuma alma humana. A esperança é a fé que todo mundo tem - até para aqueles que se dizem não serem pessoas de fé ou nem mesmo acreditarem que exista esta coisa de fé.

- Fé não é religião? - perguntaria uma ingênua criatura viva.

Não. Está intimimamente ligada a preceitos de várias reliões mundo a fora mas ela está aberta a várias frentes de nossa vontade pelo melhor, também conhecida como esperança.

São sinônimas, criatura viva.

SINÔNIMAS.


Com essa bagunça alvoroçal criada pela 1º Copa do Mundo sendo realizada no continente africano, mais especificamente falando, na África do Sul até quem merecia ser lembrada por cada no mundo até hoje - e havia sido esquecida, volta a ser lembrada por nós, ingratos mortais que ainda não alcançaram a sabedoria extrema nessa curta vida.

Nelson Mandela. Eu sabia um pouco da história desse homem, mas sabia o básico, aquilo que se aprende na escola. Sabia que Mandela é um homem respeitadíssimo e cheio de caráter. Mas é claro que não saberia tudo e provavelmente nunca saberei.



Por um filme, aprendi muito mais.

E que filme.


Se Mandela for tudo o que vi - e com certeza ele o é, o Mundo tem a honra de tê-lo por aqui, tenha seus defeitos ou não. É uma honra. De um lista seleta que incluo Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, Betinho, Luther King e John Lennon.

Como todos esses Mandela entendeu qual é a fórmula para os problemas de toda a humanidade.

Paz ∞² + Perdão ∞² + Esperança ∞² = Boa vivência de todos uns com os outros.

A hora de sorrir é quando alguém está com a pedra na mão, a hora de perdoar é quando o outro não espera e a hora de vencer é quando ninguém pode acreditar.

Nelson Mandela foi um guerreiro pela luta da liberdade em seu país que inspirou o mundo todo - mesmo que ainda exista tanta indiferença.

Como advogado ele seguia uma grande causa: a de acabar com o regime de segregação racial torpe infelizmente conhecido
como apartheid, que negava aos negros - minoria da população, direitos políticos, sociais e econômicos.

Pensando nos preceitos
de sua profisão ele tinha que defender a nação desse veneno.

Com suas idéias grandiosas, já ativo na política do Partido Nacional - esses apoiantes da política contra a segregação racial, Mandela tomou parte do Congresso do Povo que divulgou a Carta da Liberdade, que foi um documento fundamental á causa do fim apartheid.

Ainda assim, ocorreu o fato mais terrível de sua biografia em prol da paz: foi preso e sentenciado a 5 anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves e foi sentenciado novamente, dessa vez a prisão perpétua - apesar de ter escapado de uma pena de enforcamento, por planejar ações armadas, em particular sabotagem e conspiração para ajudar outros países a invadir a África do Sul.

ficou enfurnado por 32 anos de sua vida quando foi libertado - com muito apelo do povo que entoava o clamor "Libertem Nelson Mandela!" como uma bandeira, pelo ex-presidente Frederik Willem de Klerk.

Mesmo preso ele nunca desistiu de sua causa e muito
menos perdeu o juízo intelectual tendo até escrito o seguinte para os esperançosos e militantes de sua luta:

Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna que é a ação da massa unida e o martelo que é a luta armada devemos esmagar o apartheid!


Resumindo a linda história do homem, Nelson Mandela recebeu em 1989 o Prêmio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos, recebeu o Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de acabar com a segregação racial e tornou-se ele próprio o presidente da África do Sul, naquelas que foram as primeiras eleições multirraciais do país e governou.

Nas horas vagas até encendiou força de vontade nos jogadores da seleção nacional de Rugby, que conseguiu o histórico feito de vencer a Copa do Mundo do esporte sendo o país sede da competição.

Ele deu esperança ao capitão, que deu esperança ao time, que deu esperança para toda uma nação que ganhou um prêmio valiosíssimo - muito além do troféu ou qualquer outra coisa, o perdão coletivo ao perceber que a união fez a força, mesmo que pra uma causa fútil e assim todos entenderam que a energia positiva é o que valia a pena para vencer no final.




E assim como no filme Invictus, onde o capitão do time campeão de rugby de 1995 devaneia sobre os dias que Mandela ficou enfurnado, eu me pergunto:

- Como alguém que fica preso por tanto tempo ainda consegue perdoar quem o botou trancafiado lá?

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.



1 comentários:

ADONE disse...

Belo texto que expressa bem as emoções provocadas pelo maravilhoso INVICTUS - um filme para a vida!

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