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13:45

15 Anos de Bando do Velho Jack

Postado por Pedro Martinez |




Lá em 1995, quando o rock aqui desses matagais era somente um girino nascia o Velho Jack, que nem precisou de médico para vingar. Ele nasceu da união maravilhosa entre a banda Alta Tensão - de onde saíram Alex Batata e João Bosco e o grupo Blues Band - de onde saíram Marcos Yallouz e Fábio Brum. O orgulho dos olhos dos pais corujas mal sabia o quão longe chegariam no cenário musical sul-matogrossense, que naquela época não tinha lugar para o rock quiçá menos ainda que hoje.

Até quando sobreviveria o pequeno Velho Jack?

As pelejas começaram quando em 97, com dois aninhos, Fábio Brum se mudava para o States e deixava o recém nascido. Em seu lugar veio Fábio "Corvo" e o primeiro obstáculo vencido. Então, veio a barra mais pesada, Alex Batata subiu aos céus covardemente assassinado e além da dor, o pequeno Velho Jack perdia o rumo junto com a voz de seu frontman. Como Yallouz mesmo contou: - Mas nós ganhamos o Rodrigo Tozette, que sob olhos desconfiados de antigos fãs que pregavam o fim do Velho Jack, prosperou.

Além desses, adotou o Velho Jack também o tecladista Gilson "Dedos de Borracha" - quem em 2000 deu lugar a Alex "Fralda" Cavalheri, assim o pequenino agora teria um quinteto como seus pais corujas. O Bang-Bang da vida real acabou por assim endireitar o Bando do Velho Jack que dali em diante só cresceria.

Nesse ano de 2010 o pequeno Velho Jack se tornou mais moçinho e completou 15 anos. A grande festa, que no início tinha o endereço da Concha Acústica Meirelles, foi divinamente trocado de lugar por causa da chuva que caía. Era para a festa ser mesmo no Teatro Glauce Rocha as 20h30 do dia 29 mesmo, porque se tivessem programado não sei se poderia ser tão melhor quanto foi.

Era plena quinta-feira, dia da semana, e como os próprios caras do Bando diserram: - Banda de rock brasileira acorda cedo para trabalhar! Mas pra uma banda que conseguiu despertar o gosto pelo rock nos habitantes da mato fechado isso não era problema nenhum. Quem perdeu foram só a aulas da UFMS que foram inteligentemente trocadas pelo grande momento do Velho Jack.

Há muito tempo que eu não via o Teatro Glauce Rocha tão cheio, principalmente numa noite de puro rock n' roll. Era lotação máxima até do lado de fora, que tinha telão e acomodações para o tanto de fãs que quisessem dar parabéns ao antes pequeno, mas agora crescidíssimo Velho Jack.

Novos e antigos fãs puderam acompanhar em dobro todos os ingredientes que fazem do Bando do Velho Jack essa referência da música no Estado: a qualidade musical, seu rock visceral misturado as regionalidades e o carisma muito bem humorado de integrantes que são claramente irmãos.

As músicas executadas foram desde aquelas dos tempos de banda independente até a dos gravados em estúdio de qualidade para venda em massa, inclusive a ótima nova canção 15 Minutos que estará no disco novo.

A energia do Glauce Rocha foi muito mais do que espetacular; qualquer defunto levantaria para dançar na grande noite dos 15 anos. As palmas sincronizadas da platéia ditavam o tempo de várias músicas junto com as baquetas do também aniversariante João Bosco e as palavras erradas que a música fala pareceu-me cantada certinho por todo o Teatro sendo um dos momentos mágicos da emocionante festa.

Se o próprio Rodrigo Tozetti ponderou: A coisa que mais me orgulha nisso tudo é que poderei um dia dizer para o meu filho que eu toquei 30 anos numa banda de rock e foi legal para BARALHO, então eu só posso dizer que eu me orgulho de viver na mesma cidade que o Bando do Velho Jack tocou por 15 anos e eu pude acompanhar. Esse show dos 15 anos assim como todos os outros também foram legais para BARALHO.

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